sexta-feira, 12 de agosto de 2011


As dores do mundo

Sinto bem fundo

“Todas as dores do mundo”

Só que o meu poema

Não consegui tocar, em feridas maiores.

Abro os jornais

E leio e choro e me arrepio.

Com a fome,

Com a AIDS,

Com a guerra,

Com a violência,

Com a destruição,

Do verde e da vida.

Tento escrever,

Mas sai um poema impotente.

Fico pensando

As dores do mundo

Pedem canções

ou exigem ação?


Quando eu te vi
Andava tão desprevenido
Que nem ouvi tocar o alarme de perigo
E você foi me conquistando devagar
Quando notei já não tinha como recuar
E foi assim que nos juntamos distraídos
Que no começo tudo é muito divertido
Mas sempre tinha um amigo pra falar
Que o nosso amor nunca foi feito pra durar

Por mais que eu durma eu não descanso
Por mais que eu corro eu não te alcanço
Mas não tem jeito eu não sei como esperar
Desesperar também não vou
Não vou deixar você passar
Como água escorrendo nos dedos
Fluindo pra outro lugar

Ninguém pode negar que o nosso amor é tudo Tudo que pode acontecer com dois bicudos
Não são tão poucas as arrestas pra aparar
Mas é que o meu desejo não deseja se calar
Até os erros já parecem ter sentindo
Não sei se eu trair primeiro ou fui traído
Não te pedi uma conduta exemplar
Mas é que sua ausência é o que me dói no calcanhar

Por mais que eu durma eu não descanso
Por mais que eu corro eu não te alcanço
Mas não tem jeito eu não sei como esperar
Desesperar também não vou
Não vou deixar você passar
Como água escorrendo nos dedos
Fluindo pra outro lugar Será sempre será O nosso amor não morrerá
Depois que eu perdi o meu medo
Não vou mais te deixar